Martinho Lutero e a música - Entrevista

Por Eliasibe de Jesus

Interessante texto em homenagem à Reforma Protestante. O autor do texto simula uma entrevista com o grande reformador Martinho Lutero. Vale a pena ler!

Deus abençoe a todos.

"É uma aberração cantar os mesmos cânticos em todas as celebrações"



Repórter – Parece-me que o doutor toca alaúde...

Lutero – Toco alaúde há muitos anos. Aprendi sem professor, enquanto me recuperava de uns ferimentos. É um instrumento muito antigo. Surgiu na Mesopotâmia, lá pelo ano 2.000 a.C. Os levitas do templo de Jerusalém tocavam alaúde. Dizem que ele chegou à Europa durante as Cruzadas ou quando da conquista da Espanha pelos mouros. Tornou-se um instrumento musical muito popular hoje em dia. Existem dois ou três modelos diferentes. A caixa de ressonância tem formato de pêra. O meu tem seis pares de cordas. Com a mão direita eu dedilho e com a mão esquerda retenho as cordas.

Repórter – O doutor conhece música?

Lutero – Eu cresci cercado de música. Na infância cantava os hinos dos mineiros, pois meu pai trabalhava numa mina de carvão. Era um menino cantor na escola de Mansfeld, lá pelo ano de 1488. Continuei a cantar no coro da igreja quando fui estudar, primeiro em Magdeburgo e depois em Eisenach. Na Universidade de Erfurt, além de gramática, retórica, dialética, aritmética, geometria e astronomia, estudei música. Estas são as sete artes liberais. Quando fui para o Convento de Santo Agostinho, em 1505, com 22 anos, aprendi o canto gregoriano. Cantava a voz masculina mais aguda, o tenor.

Repórter – O que o doutor chama de canto gregoriano?

Lutero – É o canto litúrgico introduzido pelo papa Gregório I, aquele homem extraordinário que se dizia servus servorum Dei (servo dos servos de Deus) e que foi papa de 590 a 604. Herdeiro de uma grande fortuna e ex-prefeito de Roma, decidiu-se pela vida monástica aos 35 anos e transformou suas propriedades em monastérios. Foi eleito papa a contragosto aos 50 anos e assentou-se na cadeira de Pedro de 590 a 604, quando morreu.

Repórter – Dizem que o doutor é o “Ambrósio da Reforma”.

Lutero – Nunca ouvi falar isso. Todavia, talvez seja por causa de meu apego à música sacra. Ambrósio era bispo de Milão e nasceu 200 anos antes de Gregório. Ele compôs vários hinos, inclusive o famoso Te Deum, que cantamos até hoje. Foi ele quem batizou Agostinho no ano de 387.

Repórter – Também já li não sei onde que o doutor foi chamado de “O rouxinol de Wittenberg”.

Lutero – Foi Hans Sachs, de Nuremberg, que me deu esse honroso título. Se eu sou o rouxinol de Wittenberg, ele é o rouxinol de Nuremberg, quiçá de toda a Alemanha. Sachs, 11 anos mais novo do que eu, tem sido chamado de “o príncipe e patriarca dos mestres-cantores”. É um profícuo autor de hinos, poemas e peças.

Repórter – O cântico é importante no culto?

Lutero – De suma importância. Desde os tempos de Moisés (Êx 15.1,2; Dt 31.19) e de Davi (1 Cr 6.31). Basta ler o salmo 100: “Prestem culto ao Senhor com alegria; entrem na sua presença com cânticos alegres”. A longa reunião de Jesus com os discípulos no cenáculo, na véspera da morte do Senhor, só terminou com o cântico de um hino (Mt 26.30). Não existe culto sem cânticos.

Repórter – O doutor acabou de mencionar “cânticos alegres”.

Lutero – Você sabe qual é o meu cântico predileto? É o mais antigo hino sacro alemão, conhecido desde o século 13. Chama-se Christ ist erstanden (Cristo ressuscitou). Gosto dele porque, ao contrário dos demais hinos pascais medievais, não fica descrevendo os tormentos de Cristo, mas a centralidade de sua ressurreição. Em cima desse hino e de outro, o Victimae paschali laudes immolent Christiani (Os cristãos ofereçam hinos à vítima pascal), compus o Christ lag in Todesbanden (Cristo estava preso nas amarras da morte), no qual consegui infundir toda a alegria e júbilo que brotam da ressurreição. A primeira estrofe diz: “Cristo estava preso nas amarras da morte, / Entregue por nosso pecado. / Ele ressurgiu novamente / E nos trouxe a vida. / Regozijemo-nos por isso, / Louvemos e demos graças a Deus / E cantemos aleluia”.

Repórter – Canta-se muito aqui em Wittenberg?

Lutero – Em nossos cultos aos domingos e nos dias de semana, nas reuniões matinais e vespertinas, eu entremeio o cântico com as leituras do Antigo e do Novo Testamento, com as orações, com a confissão, com o sermão etc.

Repórter – Há alguma parte do culto a qual o doutor empresta maior relevância?

Lutero – Na minha opinião, em todo o culto, o elemento mais importante é a pregação e o ensino da Palavra de Deus.1 Para reforçar essa ênfase bíblica, transformei em hino os dez mandamentos da lei de Deus. Cantamo-lo pela primeira vez na Quaresma de 1525. O cântico tem 12 estrofes. Na sétima estrofe entoamos: “O matrimônio – escuta bem! / Será santíssimo, e também / A vida casta deve ser, / Disciplinando o viver”. Na décima, enfatizamos: “Proibido estás de cobiçar / Do próximo a mulher e o lar. / O bem que quer teu coração / Também farás a teu irmão”.

Repórter – A igreja canta em latim ou em alemão?

Lutero – Até então cantávamos só em latim. Hoje cantamos em latim e em alemão. Os hinos mais antigos geralmente entoamos em latim. Por exemplo: o Magnificat (o cântico de Maria), o Benedictus (o cântico de Zacarias), o Te Deum laudamus (Senhor, louvamos-te), o Sanctus (baseado no capítulo 6 de Isaías), o Agnus Dei (Cordeiro de Deus), o Quicumque vult salvus esse (Quem quiser salvar-se...) etc. Tenho traduzido alguns hinos latinos para o alemão. É o caso do De profundis (Das profundezas), do Ut timearis (Que sejas temido), Media vita in morte sumus (Em meio à vida, estamos envolvidos pela morte) etc. Não abro mão totalmente dos hinos em latim por amor à juventude, pois desejo que os jovens cresçam aprendendo o latim.

Repórter – Existem hinos em alemão em número suficiente?

Lutero – Essa é a nossa grande luta. O desafio é enorme. Não estou encontrando muita gente capaz de produzir novas letras e novas melodias. Precisamos evitar a rotina. É uma aberração cantar os mesmos cânticos em todas as celebrações.2 Os sapatos novos, quando ficam velhos e começam a apertar, não mais usamos; jogamos fora e compramos outros.3 É preciso que haja cantos em alemão suficientes para diferentes ocasiões, como Natal, Páscoa, Pentecostes, São Miguel, Purificação etc.

Repórter – O livro de Salmos insiste nisso: “Cantem ao Senhor um novo cântico, pois Ele fez coisas maravilhosas” (Sl 98.1).

Lutero – Para que os não-cristãos se tornem cristãos precisamos fazer muita coisa. A gente simples, a juventude deve ser treinada e educada diariamente na Palavra de Deus, para se habituar com as Escrituras, para saber manuseá-las, para ser versada e instruída nelas, para defender sua fé e, com o tempo, ensinar os outros e contribuir para o avanço do reino de Cristo. Por causa dessas pessoas é preciso ler, cantar, pregar e compor hinos.4

Repórter – Fui informado de que o doutor escreveu 137 hinos.

Lutero – Não é verdade. O pessoal sempre exagera. Compus apenas 36 cânticos. Assim mesmo só dez são inteiramente originais. Os exagerados tinham a intenção de me comparar com Davi, que deve ter escrito — quem sabe — 137 dos 150 salmos. Quase todas as minhas composições foram produzidas em 1524. A primeira foi em agosto de 1523, um mês depois do trágico acontecimento que serviu de inspiração. Trata-se do Ein hübsch Lied von den zwei Märtyrern Christi, zu Brüssel von den Sophisten zu Löwen verbrandt (Um belo hino dos dois mártires de Cristo, queimados em Bruxelas pelos sofistas de Lovaina). O hino tem dez estrofes e conta a morte de dois monges agostinianos do Convento da Antuérpia que abraçaram a Reforma. Eles foram lançados à fogueira na praça do mercado de Bruxelas no dia 1º de julho de 1523. Chamavam-se Henrique Voes e João von Eschen. Já na primeira estrofe entro diretamente no assunto: “Um canto novo vou entoar, / Que Deus nos dê sua graça; / Dos feitos dele vou cantar, / Que em sua glória o faça! / Bruxelas foi que o presenciou: / Por meio de dois moços / O seu poder ali mostrou, / Que com seus dons divinos / Dotou ricamente”.

Repórter – Foi o doutor que escreveu o hino fúnebre Nun lasset uns den Leib begraben (Sepultemos agora o corpo)?

Lutero – Esse hino leva o meu nome, embora não seja meu. O equívoco precisa ser corrigido, não porque eu o rejeite, uma vez que me agrada muito. O verdadeiro autor é João Weis.

Repórter – Alguém me disse que o doutor modificou a letra de um hino de duzentos anos atrás, ao traduzi-lo para o alemão.

Lutero – Deve ser aquele ao qual dei o título de Gott der Vater wohn uns bei (Deus, o Pai, seja conosco). De fato, onde estava Santa Maria ou Virgem Maria, eu coloquei o nome de Deus. Estava escrito: “Santa Maria, socorre-nos / Se tivermos que morrer. / Livra-nos de todos os pecados / E não nos deixes perecer.” Modifiquei para: “Deus e Pai, sejas conosco / E não nos deixes perecer! / Livra-nos de todos os pecados / E concede-nos uma morte bem-aventurada!”

Repórter – Também ouvi falar que o papa está mais irritado com seus hinos do que com as 95 teses que o doutor afixou à porte da igreja do Castelo em 1517.

Lutero – Deus permita que a nossa hinologia redunde em grande prejuízo ao papa romano, que não faz senão causar choro, pesar e sofrimento em todo mundo por meio de suas malditas, insuportáveis e execráveis leis. Amém.5

Repórter – Aquela ilustração dos sapatos velhos que o doutor citou há pouco, me deixou com a pulga atrás da orelha. O doutor jogou fora os hinos tradicionais?

Lutero – Claro que não. Não abominei o canto medieval nem a música latina. Como jogaria fora o meu mais querido hino de Natal, o Jesu nate in Bethlehem (Ó Jesus, nascido em Belém), o adorável Komm, Heiliger Geist, Herre Gott (Vem, Espírito Santo, Senhor Deus), o famoso Agnus Dei (Cordeiro de Deus) e o já citado Christ ist erstanden (Cristo ressuscitou)? Meu esforço é duplo: reter o que é bom e antigo e valorizar o que é novo. Às vezes há muita coisa podre e fria na música tradicional, e muita coisa carnal nas modernas canções de amor. Afinal, não queremos que o espírito dos fiéis morra de tédio na igreja.6 Precisamos de escolher o melhor e tomar cuidado com o excesso tanto da repetição como da variedade e quantidade de cânticos. Valorizo muito a música contemporânea. Sou fã do compositor Ludovico Senfl, cantor da capela palatina do imperador Maximiniano e principal mestre de canto polifônico alemão. Tenho dito que ele é um músico ornatum et donatum a Deo meo, isto é, ornado e agraciado pelo meu Deus.

Repórter – Já existe um hinário a serviço da igreja?

Lutero – A princípio distribuíamos os hinos em folhas avulsas. Seu uso, porém, cedo requereu a junção de todas as folhas. Daí surgiu o Pequeno Hinário Espiritual, em 1524, com 32 hinos alemães e cinco latinos. O hinário continha letra e música, para forçar o povo a aprender música. Creio que se Davi ressuscitasse dos mortos, ficaria admirado de quão longe chegaram as pessoas com a música.

Repórter – O seu notável Ein feste Burg ist unser Gott (Castelo forte é o nosso Deus) está no hinário de 1524?

Lutero – Não. Aparece na edição de 1528. Escrevi esse hino, cujo título em latim é Deus noster refugium et virtus, inspirado na convicção do salmista de que “Deus é o nosso refúgio e a nossa fortaleza, auxílio sempre presente na adversidade” (Sl 46.1). Em seu poema, o salmista declara: “Não temeremos ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar”. E no meu cântico eu reafirmo: “Ainda que este mundo, repleto de demônios, ameace destruir-nos, não temeremos, pois Deus quer que a sua verdade triunfe por meio de nós”. A letra e a música desse hino têm tido uma boa aceitação.

Lutero e a música Revista Ultimato, Ed. 296

Notas

1.Martinho Lutero — Obras Selecionadas. vol. 7. p. 182 e 176.

2.Idem. p. 302.

3.Idem. p. 205.

4.Idem. p. 160 e 171.

5.Idem. p. 178.

6.Idem. p. 482.


Bibliografia

HORTA, Luiz Paulo (ed.). Dicionário de Música. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1985.
LESSA, Vicente Themudo. Lutero. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1960.
Martinho Lutero — Obras Selecionadas. v. 7. São Leopoldo/Porto Alegre: Sinodal/Concórdia, 2000.

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DICAS DE ESTÁGIOS

 
Por Auberan Varela



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"Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."


Descançar no Senhor é sempre a melhor opção!

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Seu nome é Jesus



Por Anderson Penha


Acompanhe a brilhante trajetória do filho de Deus, contada por Max Lucado, numa das mais belas obras já editadas sobre Jesus. Reveja detalhes de seu nascimento, sua jornada de amor e compaixão pela humanidade, sua morte e ressurreição, e seu legado extraordinário.

Divinamente humano; extraordinariamente comum.

Apenas alguém tão especial poderia alterar, para sempre, os rumos da história da humanidade e os da sua história.

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E Deus criou...a Música!

Por Eliasibe de Jesus

A música faz parte da criação de Deus. E, acerca de tudo o que Deus fez, ele mesmo verificou que era bom. Portanto, a música tem um lugar especial para o cumprimento dos planos que Deus já traçou. A música, criação de Deus, carrega seu propósito, sua intenção.

Na palavra de Deus temos vários textos que ilustram o uso da música através dos tempos. Em Êxodo 15, Moisés canta a Deus por ocasião da libertação experimentada pelos israelitas: “Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente...”. Débora e Baraque também cantaram quando os filhos de Israel venceram o rei de Canaã (Juízes 5).

Davi, sem dúvida, foi a pessoa que melhor assimilou o sentido da música em sua relação com Deus.

Como rei, ele instituiu turnos de cantores e também contribuiu com boa parte dos Salmos, o hinário do povo judeu: escreveu 73 dos 150 totalizados na Bíblia.

Com música, Zacarias, pai de João Batista, profetizou o surgimento da “Salvação poderosa na casa de Davi...” – Lucas 1: 67- 69.

A Bíblia nos leva a admitir, como bem disse Johan Sebastian Bach, um dos maiores músicos que a humanidade já conheceu: que “a música tem por finalidade glorificar a Deus e cumprir seus propósitos” (citação livre J. S. Bach).

Deus tinha um propósito a cumprir para com Israel: enviar aquele que ia salvar “...o seu povo dos seus pecados” – Mateus 1: 21. Tanto Davi como Zacarias profetizaram esse evento glorioso. E isso através da música!

Davi afirmou: “...E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus...” – Salmo 40: 1- 3. Isso logo após experimentar o livramento de Deus. Em Efésios 1: 9- 10, lemos: “Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra”. Na sua morte, Cristo reconciliou com Deus todas as coisas. É Deus, na sua graça, que coloca em nossos lábios uma nova música que expressa a melhor experiência que alguém pode ter: a nova vida em Cristo. Desta forma, como no princípio, o nome de Deus é homenageado por pessoas que agora, em Cristo, são novas criaturas ( 2 Coríntios 5: 17). Tudo é novo nessas pessoas, inclusive a música: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas; eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura não o percebereis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo. Os animais do campo me glorificarão, os chacais e os filhotes de avestruzes; porque porei águas no deserto, e rios no ermo, para dar de beber ao meu povo, ao meu escolhido, ao povo que formei para mim, para celebrar o meu louvor” – Isaías 43: 18- 21.

Pr. Adhemar de Campos

Extraído do site www.comuna.com.br em 21/10/2011 às 21:25h

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E VOCÊ VAI FAZER O QUE?


Por Michele Dantas



A paz do Senhor!

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Aperfeiçoamento Profissional - SABEDORIA


Por Auberan Varela


No mundo em que vivemos hoje o mercado exige cada vez mais pessoas que possuam alto grau de capacitação. Porém, por vezes, apenas ser capacitado, por cursos de formação ou aperfeiçoamento não é o suficiente. O mercado exige mais exige que o profissional seja inteligente e acima de tudo que tenha sabedoria em suas atitudes.

Quando alguém demostrava aptidões excepcionais em alguma arte ou ofício, dizia-se em hebraico, que ele possuía hokma - em português, chamamos isso "habilidade". Salomão escolheu essa palavra para descrever a qualidade necessária a qualquer um que desejasse viver uma vida de excelência. Nos textos em que salomão a utiliza com essa conotação, as versões em português a traduzem por "sabedoria". A sabedoria portanto é o que capacita alguém a viver uma vida reconhecidamente extraordinária.

Leia provérbios 8.1-36:


1 Não clama porventura a sabedoria, e a inteligência não faz ouvir a sua voz?
2 No cume das alturas, junto ao caminho, nas encruzilhadas das veredas se posta.
3 Do lado das portas da cidade, à entrada da cidade, e à entrada das portas está gritando:
4 A vós, ó homens, clamo; e a minha voz se dirige aos filhos dos homens.
5 Entendei, ó simples, a prudência; e vós, insensatos, entendei de coração.
6 Ouvi, porque falarei coisas excelentes; os meus lábios se abrirão para a eqüidade.
7 Porque a minha boca proferirá a verdade, e os meus lábios abominam a impiedade.
8 São justas todas as palavras da minha boca: não há nelas nenhuma coisa tortuosa nem pervertida.
9 Todas elas são retas para aquele que as entende bem, e justas para os que acham o conhecimento.
10 Aceitai a minha correção, e não a prata; e o conhecimento, mais do que o ouro fino escolhido.
11 Porque melhor é a sabedoria do que os rubis; e tudo o que mais se deseja não se pode comparar com ela.
12 Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.
13 O temor do SENHOR é odiar o mal; a soberba e a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu odeio.
14 Meu é o conselho e a verdadeira sabedoria; eu sou o entendimento; minha é a fortaleza.
15 Por mim reinam os reis e os príncipes decretam justiça.
16 Por mim governam príncipes e nobres; sim, todos os juízes da terra.
17 Eu amo aos que me amam, e os que cedo me buscarem, me acharão.
18 Riquezas e honra estão comigo; assim como os bens duráveis e a justiça.
19 Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.
20 Faço andar pelo caminho da justiça, no meio das veredas do juízo.
21 Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros.
22 O SENHOR me possuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras.
23 Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra.
24 Quando ainda não havia abismos, fui gerada, quando ainda não havia fontes carregadas de águas.
25 Antes que os montes se houvessem assentado, antes dos outeiros, eu fui gerada.
26 Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem o princípio do pó do mundo.
27 Quando ele preparava os céus, aí estava eu, quando traçava o horizonte sobre a face do abismo;
28 Quando firmava as nuvens acima, quando fortificava as fontes do abismo,
29 Quando fixava ao mar o seu termo, para que as águas não traspassassem o seu mando, quando compunha os fundamentos da terra.
30 Então eu estava com ele, e era seu arquiteto; era cada dia as suas delícias, alegrando-me perante ele em todo o tempo;
31 Regozijando-me no seu mundo habitável e enchendo-me de prazer com os filhos dos homens.
32 Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos.
33 Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis.
34 Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada.
35 Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR.
36 Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte. 


Neste texto a sabedoria nos convida "abraça-la". Valorize o convite da sabedoria.Observe atentamente o que diz os versículos 12 a 21, em seguida faça uma reflexão nos  versículos de 32 a 36.

Uma boa semana e que a graça e a paz do Senhor estejam com todos, nos ajudando a ser cada dia mais sábios!


Fonte de pesquisa: Bíblia do Executivo.

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Projeto 2.11: Dia da Vida

Por Anderson Penha


A paz meu irmãos! Vejam que belíssimo projeto. Reflitam!!



Dia 02 de novembro – Dia de Finados: Enquanto muitos estarão chorando por aqueles que já partiram, evangélicos de todo o País estarão proclamando o Dia da Vida. O Projeto 2.11, como também é chamado, foi idealizado pelo pastor Maycon Barroco, da Igreja do Reino, em Cabo Frio (RJ).
De acordo com o pastor Maycon, o Projeto 2.11 surgiu depois de um momento de oração. Segundo ele, o Senhor o direcionou a criar o projeto e lhe mostrou a data específica e seu significado. “Enquanto muitos estarão lamentando pela perda e pela morte, nós apresentaremos Jesus Cristo, o Autor da Vida”, declara.
Segundo o pastor, o Dia da Vida será uma manifestação para o avanço da obra evangelística no Brasil. “Imagine como seria se todas as igrejas evangélicas do Brasil fossem para as ruas proclamar o Reino de Deus num único dia? Oro e creio na unidade da Igreja de Cristo!”.
E a mobilização já tem sido grande. Centenas de igrejas em todo o País já estão se mobilizando para o Projeto 2.11 e se cadastrando através do site que foi criado para divulgar o Projeto. “Fiquei surpreso e feliz com a aceitação das igrejas. Creio que a igreja está entendendo que o evangelismo não é uma sugestão, mas sim, um mandamento de Jesus Cristo expressado na Grande Comissão”, lembra o pastor, citando Mt 28.19-20.
Pastor Maycon afirma que o objetivo deste primeiro ano é alcançar 800 mil vidas. “Sei que não vamos alcançar todas as igrejas do Brasil, mas acreditamos que para muitas será um despertamento na área evangelística. Esse projeto é um desafio de evangelização e unidade da Igreja de Cristo. Estamos vivendo dias maus, mas precisamos enxergar como Jesus enxergou quando disse: ´Vejam os campos, eles estão brancos, prontos para a ceifa´. Amados, o povo está sedento e faminto pela Palavra da Verdade. Deus não quer mais usar mulas e pedras. Ele quer usar a minha e a sua vida para uma transformação relevante nesses dias. Deixo esse desafio a vocês, no dia 02 de novembro de 2011 vamos para as ruas proclamar a Palavra de Deus e levar vida aos que estão mortos”, conclama pastor Maycon.
Como participar:
É muito simples. Envie um email para projeto2.11@gmail.com para cadastrar sua igreja. Depois, entre no site do Projeto e, na página de projetos, baixe o arquivo do banner e o passo a passo para organizar as equipes.
Fonte: Redação CPAD News

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A Música como Recurso para o Aluno Hiperativo

Por Eliasibe de Jesus
Olá amados, Paz!

Segue um artigo interessante sobre musicoterapia. Vale a pena a leitura. Deus abençoe a todos.


"O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H, catalogado sob CID-10) é um transtorno neurobiológico de origem genética e suas características são distração, impulsividade e hiperatividade.

A criança/adolescente em idade escolar com TDA/H é aquela que, além do normal para a idade, tumultua o ambiente, tem dificuldades em obedecer, tem problemas de auto-estima e é solitária. O seu rendimento escolar é baixo mesmo sendo inteligente, pois não consegue “parar” para aprender.

A música, por meio de técnicas da musicoterapia, tem sido usada como auxiliar nesses transtornos, por prescindir de palavras.

Uma recente pesquisa realizada através de atividades musicais com 6 alunos portadores de TDA/H durante 6 meses numa escola em Belém/PA, procurou levá-los a uma nova tomada de consciência por meio do fazer musical, com foco em: precisão rítmica, treino de melodias em grupo de modo a estimular a integração entre os alunos, atenção à diversidade de timbres dos instrumentos, audição orientada para musicas variadas.

Os encontros musicais serviram como terapia alternativa àquelas tradicionais para hiperativos e, além de sensibilizá-los musicalmente, procurou-se fazê-los perceber que a disciplina conseguida poderia ser estendida a outras situações da vida principalmente na escola, melhorando o seu rendimento escolar.

No próprio colégio onde os alunos estudam, mas em dias e horários diferentes dos das aulas, as pesquisadoras dispuseram de uma sala com almofadas, aparelho de som, instrumentos musicais (violão, teclado e percussão variadas), material de desenho e pintura. Formaram-se dois grupos com três alunos cada, trabalhando-se por uma hora com cada grupo, uma vez por semana. As atividades musicais foram realizadas visando a melhorar a atenção e a concentração dos alunos e promover a sua socialização.
Após o período de 6 meses, verificou-se uma melhoria na auto-estima das crianças, que mostraram a sua alegria em participar nas atividades musicais.


O fato de conseguirem seguir comandos e obedecer a regras foi um fator que lhes deu mais confiança em si mesmas, o que se refletiu em outros campos. E foi neste contexto que pudemos observou-se que:

a) se o aluno considera a atividade interessante, sua atenção é total;

b) a música vivenciada como prática de conjunto propicia a interação e a sociabilidade;

c) é possível fazer a relação entre uma individualidade timbrística e as diferenças entre as pessoas;

d) o trabalho com sons exige alta concentração, obtida com a escuta e a percepção musical de forma lúdica e agradável.

Enfim, esta relação de intimidade com a música no manuseio dos instrumentos proporciona a ideia de liberdade, disciplina e organização, tão necessárias à aprendizagem na sala de aula, porém, às vezes, tão ausentes, principalmente tratando-se de alunos hiperativos.

Ao trabalhar com atividades musicoterápicas com essas crianças, verificou-se o grande contributo destas dinâmicas para o desenvolvimento escolar: na medida em que o aluno se interessa pelas atividades ele fica entusiasmado, começa a seguir comandos, e a cada acerto torna-se mais motivado, e assim, como num espiral ascendente a sua auto-estima vai se fortificando. Os 6 alunos tinham no seu histórico escolar a marca das notas baixas, e em alguns casos a aprovação mediante critérios diferenciados, já que não conseguiam fazer provas como as demais crianças."












Extraído do artigo “A Música como Recurso para o Aluno Hiperativo” – www.meloteca.com acessado às 17:38h de 14/10/2011 com pequenas adaptações.

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